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      2 Sep 2009

      Campanha ficha limpa

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      Eu já assinei. E você?

      Campanha Ficha Limpa contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça

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      2 Mar 2009

      O doutor falou de novo

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      Na CartaCapital:

      Continuamos a não saber o que temos em mãos Depois de nos esbaldarmos com a organização e o planejamento apresentados na Copa de Alemanha, me dá medo (e espero não passar vergonha) pensar no que oferecemos aos nossos visitantes em 2014.

      Eu também só espero não passar vergonha.

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      26 Jan 2009

      Pensando em mudar de país?

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      Sem a documentação apropriada? Pense de novo...

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      14 Feb 2008

      Cada um com os seus problemas...

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      Brasil perde cerca de R$ 5 milhões por dia com embargo à carne, diz ministro. Falta de tripa bovina brasileira ameaça salsicha suíça.
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      25 Jan 2008

      Sete coisas que este juiz não sabe

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      Media_httpblogdouglas_yduae

      Justiça proíbe games 'Counter-Strike' e 'Everquest' no Brasil

      Fatos:

      1. O jogo Counter-Strike é extremamente popular e já está no Brasil faz um tempão. A principal enciclopédia da internet afirma que o Counter Strike foi usado inclusive para treinar os soldados tupiniquins nas Guerras dos Farrapos e do Paraguai. Isso quer dizer que quem já tinha que ter comprado este jogo, já comprou.
      2. Atualmente o jogo custa, na internet, a fortuna de dez dólares. Basta um cartão de crédito internacional para comprar o jogo. E nem é necessário esperar o pacote com o CD chegar na sua casa, pois você pode baixá-lo diretamente do site do vendedor.
      3. Leva cerca de cinco segundos numa rede de compartilhamento de arquivos para um adolescente de QI mediano encontrar onde baixar uma cópia pirata do jogo. Leva cerca de 3 horas, numa conexão banda larga padrão brasileiro, para copiar todos os arquivos necessários.
      4. É comercializada pelo mundo todo uma infinidade de jogos tão ou mais "nocivos à saúde do consumidor" ou que "levam o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos 'pesados'" do que os jogos que tiveram sua comercialiazação proibida.
      5. Nos canais de televisão, públicos e por assinatura, e nas salas de cinema brasileiros, são transmitidos filmes e seriados com as mesmas características citadas no item anterior.
      6. Policiais, traficantes e favelas são assunto corriqueiro na mídia brasileira. Vários filmes nacionais exploram o mesmo assunto. Nunca um jornal ou filme foi proibido de explorar o assunto, seja de forma verídica ou como ficção.
      7. O mesmo mecanismo que permitiu que fossem incluídos no jogo traficantes, policiais militares, a favela carioca e o funk proibido me permite incluir como alvo principal do jogo juízes de direito brasileiros, políticos, empresários e árbitros de futebol. Ou seja, o tipo de gente que entende de "total desvirtuamento e conflitos psicológicos 'pesados'".
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      2 Oct 2007

      Perdeu, playboy...

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      (para ler ouvindo “Cachimbo da paz”, de “Gabriel o Pensador”)

       

      Na semana passada o apresentador Luciano Huck foi assaltado. Bandidos levaram seu Rolex nos Jardins, São Paulo. Huck nada pôde fazer pois desistiu de andar de carro blindado por “filosofia”. Mais detalhes da história e da sua indignação podem ser encontrados no texto que a vítima publicou na Folha de São Paulo desta segunda-feira, primeiro de outubro. Como o link para o texto original é restrito aos assinantes do jornal e do provedor, vou transcrever alguns trechos mais interessantes aqui, e aproveitarei para adicionar minhas impressões particulares sobre o ocorrido e a atual situação da violência no Brasil.

       

      “LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura. Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio. Por quê? Por causa de um relógio.“

       

      Um relógio, não. Um Rolex. Uma jóia, muito valiosa. Apenas para fins de comparação, lembro que em fevereiro morreu uma criança de seis anos arrastada por sete quilômetros num assalto “por causa de” um Corsa Sedan, que com certeza vale menos que o Rolex.

      Não que eu queira justificar que a posse de um Rolex é uma afronta à pobreza espalhada pelo país, e que isto justifica o crime. Acredito que o Huck tem o direito de ter o Rolex dele em paz, já que disse que é tão bom pagador de impostos quanto (ou melhor que) eu. O detalhe do Rolex só fica aqui para servir de ilustração ao exemplo da extrema desigualdade social retratado no momento do assalto.

       

      “Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado. ”

       

      Eu também. Mas não basta. Além de ter pena, é necessário entender o complexo sistema social que transformou cidadãos de bem, como somos eu e o Huck (até que se prove o contrário) em assaltantes. Pena por pena, fica a dele para com os assaltantes, pela minha para com o Huck, que ficou sem o Rolex, e estamos quites.

       

      “Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.”

       

      O lugar de muito brasileiro é na cadeia. O lugar de gente que usa o meu imposto e o imposto do Huck para pagar pensão de bastardinha também deveria ser a cadeia. Imposto o qual deveria ser usado para criar oportunidades, educação e direito à infância para brasileiros que hoje estão apontando revólveres para outros brasileiros.

       

      “Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.”

       

      Compartilho da indignação com relação a utilidade da polícia. Os problemas que envolvem esta instituição brasileira são muitos: corrupção, salários injustos, falta de equipamentos adequados para o exercício da função e presídios superlotados. Mas no meu ponto de vista, o problema da polícia é de ordem matemática: não haverão celas suficientes para prender todo mundo que deva ser preso.

       

      É mais inteligente atacar o problema pelas duas pontas. Que tal voltarmos a atenção às palavras “infância”, “educação” e “oportunidade”, do item anterior? Acredito que tornando-as realidade em nosso país, conseguiremos diminuir drasticamente a violência que nos assola diariamente.

       

      “Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.”

       

      Claro que não estamos vivendo em Bogotá. Lá não se arrastam crianças por sete quilômetros no asfalto. E do meu ponto de vista, filosofia nenhuma vale mais do que ter um vidro a prova de balas separando a minha cabeça de um “três-oitão”. Sorte daqueles que podem andar num carro blindado.

       

      “Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia?”

       

      Faltou verba (foi usada na pensão da bastardinha citada em item anterior).

       

      “Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio. Isso não está certo.”

       

      Sinto pelo terror e ódio que lhe tomaram devido ao incidente. Sinto muito mesmo. Infelizmente eu também já tenho um “assalto para chamar de meu”. Só gostaria de lembrar que a sensação de de vergonha não é só nossa. É também daqueles que não tem um emprego, daqueles que não podem dar de comer a seus filhos. Daqueles que têm familiares sucumbindo pela falta de tratamento médico em hospitais públicos, e daqueles que perdem suas crianças para o crime organizado.

       

      Isto também não está certo.

       

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      24 Jul 2007

      The Brazilian Hitchhiker's Guide

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      If you travel by plane (or are planning to do) in Brazil, I strongly advice you to read this information carefully. Considering the situation in our airports, that information will surely be of your interest. (After thinking better, if you are just planning to travel by plane in Brazil, I suggest you to give up.)
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      26 Jun 2007

      Aquarela do Brasil

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      Se eu tivesse que escolher uma música que descreve o país no qual eu nasci, segue uma forte candidata. A música chama-se "Classe média", de Max Gonzaga.
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      23 May 2007

      O Pan do Brasil

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      Media_httpblogdouglas_fwawl
      Esta poderia ir para a minha saga de previsões. Mas considerando que eu já sabia, você também já sabia, e tudo quanto é brasileiro já sabia também, não seria ético eu me apropriar da previsão. Hoje, 25 de maio de 2007, deu no The New York Times: "Nos Jogos Pan-americanos, a grande disputa é até a linha de largada". Na matéria, o jornalista Juca Kfouri comenta:
      "Todo mundo sabia, quando o Brasil venceu o direito de sediar os jogos, que chegaria o momento em que os organizadores iriam chantagear o governo e que todas as leis de licitações e fiscalizações seriam jogadas pela janela em nome da pressa e para evitar manchar a fama do Brasil."
      Alguém acredita que na Copa do Mundo de 2014 a situação será outra?
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      1 May 2007

      Se você achava que não podia ficar pior...

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      Eu não podia deixar de destacar aqui uma excelente notícia para os que, como eu, estão absolutamente satisfeitos com o serviço de telefonia móvel no Brasil. A Telefónica comprou parte das ações da Telecom Italia. Traduzindo: A Vivo comprou a Tim. E a soma da participação destas duas empresas no mercado de telefonia móvel nacional é de 54%. Isso significa que o mercado de celulares está monopolizado, o que faz com que a ladainha "a privatização é boa para o consumidor, pois a concorrência faz os preços caírem" vá para o buraco. A Anatel promete tomar uma providência, já que os contratos de concessão dizem que uma mesma empresa não pode controlar mais de uma concessionária. Esperamos ansiosos pela definição da Anatel.
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